Estende-se o grande tapete na aurora da vida
A Velha Nefasta lança ao tabuleiro suas peças
Que se alvoroçam em cavar o destino do próprio
Nas entranhas da alma a dilacerar no tempo
Umas são calmas quase sonolentas e mórbidas
Outras são velozes vorazes e famintas de glória
Há também aquelas que se escondem da batalha
Na covardia da vida a fugir de se para si mesma
Outras são velozes vorazes e famintas de glória
Há também aquelas que se escondem da batalha
Na covardia da vida a fugir de se para si mesma
A Velha Nefasta ri a saciar da desgraça humana
O Caos é o alimento que a entorpece e embriaga
Ela enfastiada recolhe-se da sórdida mesquinhez
Do inerte homem nu como a um verme resignado
...
A entregar-lhe a alma no repousar dos sonhos
Ela enfastiada recolhe-se da sórdida mesquinhez
Do inerte homem nu como a um verme resignado
...
A entregar-lhe a alma no repousar dos sonhos
14/03/2013
Marinho Oliveira