Sempre pensei no amor como um sentimento sereno, um fio invisível de liberdade a ligar emoções entre duas ou mais pessoas, e não como uma circunstância de ocasião a propiciar a posse, a tornar cativo o outro para a satisfação do egoísmo doentio daquele que diz “eu te amo”. Amar a outrem ou ser amado é não ter, é não ser, é estar. É estar livre para voar rumo a novas emoções sem temer o abismo, é contribuir para que a pessoa objeto desse amor seja também livre para voar sem restrição de tempo e espaço. Pois o verdadeiro amor é desprendido de ambições e colheitas, é aquele que traz felicidade a quem ama mesmo quando a pessoa amada está feliz a dormir em outros lençóis. A mar é não querer para si alguém que não o deseja na mesma carne!
Marinho Oliveira
18/07/2015