Hoje vou parar o mundo e confundir as coisas
Vou derrubar as matas a revirar os rios lamacentos
Misturar a terra vermelha com o azul do céu
Amarrar no mangueiral do meu quintal a lua prateada
Na janela da minha infância pregar o sol amarelo
E no teto do meu quarto dependurar as estrelas
Quero hoje beber todas as águas que há nesse mundo
Nun serimonial caótico vomitá-las em inóspito deserto
Vou inalar toda areia daquele chão esbranquicento e escorrido
Só para ver o tamanho do buraco por mim aberto e criado
Só para ver o tamanho do buraco por mim aberto e criado
E ver como dizia o velho negro e escravo da fazenda
Se é alí que fica a porta que nos leva ao cerne do inferno
Se é alí que fica a porta que nos leva ao cerne do inferno
Marinho Oliveira
18/11/2010
18/11/2010