A vida é breve como o respirar dos pássaros. Não hesite em vivê-la intensamente, pois ela tem a eternidade do piscar d'olhos e a perenidade de uma gota d'água; seca-se em segundos!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
BOLA
Quem sou eu?
Perguntas a mim quem sou depois de tantos anos de convivência, de confidências
reveladas, de trocas mútuas, de entendimentos, de pequenas desavenças e de tão
belos e maravilhosos momentos vividos e compartilhados por nós?
Estou agora imensamente confuso com a tua incerteza quanto a mim e do ângulo da tua visão, e já não posso sentir outra coisa senão decepção e frustração quanto a minha incapacidade de ser. Mas tudo bem, se ainda não conseguiu decifrar-me depois de tudo e de todas as coisas vividas por nós, eu sei que não devia, mas vou tentar declinar de mim para revelar-me a você com a uma alma despida de vaidades e vãs expectativas:
Estou agora imensamente confuso com a tua incerteza quanto a mim e do ângulo da tua visão, e já não posso sentir outra coisa senão decepção e frustração quanto a minha incapacidade de ser. Mas tudo bem, se ainda não conseguiu decifrar-me depois de tudo e de todas as coisas vividas por nós, eu sei que não devia, mas vou tentar declinar de mim para revelar-me a você com a uma alma despida de vaidades e vãs expectativas:
- sou a bola
descrita pelo gênio da física, aquela pessoa que infelizmente tornou-se mais
conhecida por sua língua exposta em uma fotografia cujos cabelos desgrenhados
apontam para o alto, do que pela sua genialidade no campo das ciências;
- sou essa bola
e posso ter todas as cores que quiseres, posso ser azul, amarelo, vermelho,
preto, roxo, branco e quantas outras cores mais imaginares e quiseres delas
impregnar-me;
- sou a leveza,
a frouxura, a firmeza condensada e a murchidão dessa bola multicolorida, e que ao
lançá-la rumo ao destino comparativo, a receberá de volta com a mesma perspectiva que criastes.
Se queres recebê-la alegre, feliz, altruísta e entusiasticamente irradiante, deveis lançá-la com igual fervor, pois a parede que a rebaterá de volta para ti será o reflexo do espelho de tua alma.
Se queres recebê-la alegre, feliz, altruísta e entusiasticamente irradiante, deveis lançá-la com igual fervor, pois a parede que a rebaterá de volta para ti será o reflexo do espelho de tua alma.
Marinho Oliveira
30/01/2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
GULA DE VOCÊ
Tenho gula de você, gula dos teus olhos,
dos teus cabelos e do teu andar, tenho gula da tua voz dizendo melodias ao som
de um simples não ao falar;
Tenho gula de tuas mãos a envolver-me
por entre os seus dedos, gula dos teus braços envolto ao meu corpo a prender-me
em ti;
Tenho gula dos teus pequenos pés
enfiados em simples sandálias a caminhar, gula das tuas lindas pernas os meus
desejos de homem a despertar;
Tenho gula das tuas coxas, gula das tuas
ancas no molejo de menina mulher a se revelar, tenho muita gula dos teus seios que revelam-me
os mistério de criança feito homem no sonho de degustar;
Tenho gula da tua boca, gula dos teus
lábios a me excitar, e tenho gula da tua língua se confundindo com a minha no doce ato
de beijar;
Tenho gula do teu sexo, gula dos teus gemidos e suspiros que fazem-me viajar, levando-me a outros mundos para nesse feliz aterrizar;
Tenho tanta gula de você que já nem
sei mais explicar, se o tamanho da minha gula é um pecado, perdoem-me todos os
deuses pois o que mais quero da minha gula é de você me deleitar.
Marinho Oliveira
29/01/2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
SEM VOCÊ
Sem você não tenho
nada
Não tenho dia não
tenho noite
Madrugada ou estrelas
a brilhar
Não tenho o sol que a
vida aquece
A Prata da lua o
vermelho no horizonte
Sem você não tenho
jardim
Não existem flores
para crescer
Nem água para uma nova vida regar
Não tenho a esperança do perfume
No inalar dos sonhos do
brilho de teu olhar
Sem você não tenho
audição
No pulsar exprimido do
meu peito
Não ouço pássaro a cantar sua canção
Não tenho alegria só
angústia e solidão
Nos meus pensamentos a
matar meu coração
Sem você não tenho
olhos
Não tenho a certeza de
quem sou
Perdido entre os
homens um indigente
Não tenho a imagem de
teu corpo a levitar
No balançar sereno dos
teus pés ao caminhar
Sem você não tenho
nada
Não tenho a vida que
penso existir
Apenas uma
sombra do viver em mim
Não tenho o entusiasmo
para um novo dia
E tristemente espero o direito de dar-te
a paz.
Marinho Oliveira
28/01/2014
O LIBERTAR
Ao longe as guardas da cruz
silenciosamente impedem o libertar de minha alma no martírio da crucificação, ao impedir que suas irmãs cedam aos clamores de um simples mortal que desesperadamente insiste em
lutar por um grande amor que tomou conta de todo o seu existir.
Rubídea a domar-me a cabeça,
Mimosa e Pálida a conter-me as mãos e os braços, Intrometida crava-me sem
piedade o coração querendo purificá-lo daquilo que para mim é o mais puro e
sublime dos sentimentos, e a Estrela de Magalhães a amarrar-me os pés
insanamente a impedir o meu caminhar em busca do amor a que todos temos
o sagrado direito de viver.
Ao protegerem-me de mim mesmo vão escravizando o meu EU, tornando-o apenas uma centelha daquilo
que se pode querer e esperar de um homem. Hoje sou um escravo de outros
caprichos e de outros sonhos, e sentindo-me tão impotente que falta-me forças para o libertar desse
impossível sereno e louco amor.
Marinho Oliveira
28/01/2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
O Cuidar do amor
Se tens um amor verdadeiro e confiável
Desses que vai estar sempre contigo
Ao seu lado e pronto a sorrir ou a chorar
Sendo para o fardo o teu ombro forte
Para as lágrimas dos teus olhos o
lenço branco
O bálsamo que alivia a dor da
ferida
A melodia que expulsa a tristeza e a solidão
O palhaço a transformá-lo em criança outra vez
Então, és a pessoa mais feliz desse
mundo
Cuide desse amor como a ave do seu
ninho
Não deixes que vendaval jamais o derrube
Pois é da natureza humana o
desprezar
O desvalorizar do encanto já conquistado
Para lançar os olhos em outros
horizontes
Não tão belo quanto o primeiro amor
A felicidade não custa muito a nenhum de nós
Cobra apenas o peço do nosso entendimento
O que penso ser justo para com o amor
Marinho Oliveira
26/01/2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Oh, Vida desalmada!
Oh, vida desalmada! Como eu gostaria que existisse uma forma
de dizer “eu te amo,” de um jeito tão simples e descomplicado que a levasse a
entender a intensidade desse amor na emissão do som da primeira letra.
Oh, vida desalmada! Como eu gostaria de ser tão claro como a
luz do sol ou a cristalinidade das águas, ao ponto de não imprimir dúvidas dos
sentimentos que tomam conta da minh’alma e envolve todo o meu ser.
Oh, vida desalmada! Como eu gostaria que ela percebesse que
o amor que existe em mim, é maior que a minha própria vida e maior que a morte
que um dia certamente me arrebatará desse tormento a que fui compelido a viver.
Oh, vida desalmada! Como eu gostaria que ela jamais
duvidasse desse amor, um amor capaz de fazê-la criança mulher por toda a
eternidade; pois se o corpo envelhece o verdadeiro amor continua com os olhos
de criança depositados na essência do seu existir.
Oh, vida desalmada! Compreendo a minha incapacidade humana e
racional, impedindo-me que algo tão puro e verdadeiro seja tão facilmente
explicito como o som dos ventos, ao ponto dos cegos perceberem nesse amor a nudez de um sentimento externado
a se fotografar sua aura como infinita luz de vida.
Oh, vida desalmada! Oh, desalmada vida! Por onde queres tu levar-me
com esse amor não correspondido? Queres que eu padeça por toda a eternidade da
vida ou apenas brinca com esta alma atropelada no capricho de um infecundo
amor?
Marinho Oliveria
25/01/2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
HOMENS e PÁSSAROS
Há dias em a gente está um pouco mais
vulnerável, com certa predisposição para a nostalgia e à percepção de pequenas
coisas que em dias normais, passariam pelos nossos olhos despercebidamente como
algo muito comum ou até mesmo banal. Hoje foi para mim um dia desses. Acordei e
já percebi que a manhã estava diferente, que o sol não estava penetrando as
portas e janelas da casa, coisa que todos os dias quando desperto já o encontro
a visitar-me ainda em minha cama. Então, para surpreendê-lo, me levantei antes que ele se atrevesse a entrar e como o de sempre, cuidei
de atender as minhas necessidades fisiologias e higiene pessoa; fiz tudo isso
sem dar muito bola a essa minha primeira impressão sobre os acontecimentos.
Depois do banho tomado e barba feita, cuidei de preparar um café que o tomei
acompanhado de leite, esse eu fiz questão de conferir a data de validade mesmo
estando ele guardado na geladeira há dias. Certo é que nunca me preocupei muito
com essas coisas, mas hoje me preocupei. Feito o desjejum fui alimentar os
pássaros que crio, uma pequena leva de Oryzoborus Angolensis – pássaro
conhecidos pela maioria dos brasileiros como Curió. Trata-se de uma espécie
muito especial e de um canto maravilhoso; para criá-los tenho autorização dos
órgãos competentes que regulam o manejo da fauna e flora do nosso pais. E
graças aos criadores que, assim como eu,
fazemos por robby e por amor a
natureza, esta espécie ainda existe em nosso pais e dela podemos nos deleitar
do seu mavioso cantar e encanto; pois a ganância e a exploração desenfreada das
florestas, campos e serrados, os incêndios constates, na natureza eles
já estão praticamente extinto pela ineficiência de procriação frente aos
atentados dos homens contra essa e todas as outras espécies. Realizada essa
tarefa, percebi que o pé de jabuticaba que tenho no quintal de casa estava com
sede, corajosamente armei de uma mangueira, abri o registro e este fez com que
a água jorrasse pela boca daquela serpente como se fosse uma chuva fininha como
gotas de prata alvejada pelos raios do sol. Foi nesse instante que
inesperadamente surgiu um João de barro já próximo a mim, e caminhando como
se estivesse dando pequenos saltos dirigiu-se para as gotas da água para se
banhar. Abriu as asas, sacudiu-as ao vento, deixou por um instante aquele
chuveiro e se banhou um pouco de sol correndo pelas penas o bico avermelhado de
terra; deu alguns gritos como se estivesse a chamar algum dos seus e voltou
novamente ao chuveiro para um segundo banho; quando percebi já estava
acompanhado de outro da sua espécie. Ficaram alí por uns quinze minutos e
depois se foram. Mas antes de saírem, apareceu um pequeno beija flor que também
se mergulhou na água como um peixe a voar no ar. Passava da direita para
esquerda, da esquerda para a direita, subia, descia, parava no ar como se fosse
um helicóptero e dava um assovio emitindo um som fino e agudo aos meus ouvidos;
tinha cor esverdeada escura que se misturava com um azul turquesa e num preto
acinzentado, sendo para mim impossível descrever aquela singularidade
multicolorida que vestia aquele ser fantástico! Quando ele se despediu do
banho, eu já com as mãos doendo e um pouco impaciente do serviço que prestava,
resolvi rapidamente fechar o registro cortando a fluidez da água antes que
outro incauto alugasse os meus serviços sem paga. Mas cuidei de limpar um desses
pratos plásticos usados para colocar embaixo dos vasos de plantas, enchê-lo de
água limpa e colocá-lo na sombra do pé de jabuticaba para aliviar a sede de
outros que por alí viessem a passar pela água ou pelo banho. Feito isso, percebi que algumas rosas vermelhas haviam
desabrochado naquela madrugada e exalavam um perfume adocicado no ar tornando
aquele ambiente menos denso. Foi nesse momento que ingnuamente pensei: por que os homens
não podem ser pássaros e os pássaros serem homens? Aposto que teríamos um mundo
melhor.
Marinho Oliveira
22/01/2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
SE EU PUDESSE
Se eu
pudesse tirar
de mim a tua imagem,
a tua lembrança, o teu
perfume,
os teus olhos, a tua
boca, o teu sorriso,
a tua voz e
presença,
eu
rasgaria
o meu
crânio
e desfaleceria o
cérebro para não mais
haver
pensamentos em ti;
arrancaria
os meus
olhos
para
não ver no espelho
a tua imagem refletida quando
nele
olhastes em um passado não muito
distante;
perfuraria
meus
tímpanos
para
não captar a tua
doce e meiga voz nos ambientes por
onde desfilastes em sandálias havaianas;
mutilaria
minha
língua e
coseria
minha boca
para
nunca mais chamar
por ti,
nem esperar por outro
doce e
molhado beijo que jamais terei;
cortaria
os meus
braços e
mãos
para nunca mais
esperar o teu delicado corpo abraçar,
e mandaria retirar toda a
minha pele para
do teu perfume, para
sempre dele me livrar;
Mas
sei que
de
nada adiantaria ser
assim tão
radical em mutilar-me,
se
todas essas vibrações capto de você
que
hoje habita o meu EU e és a minha própria alma.
Marinho Oliveira
22/01/2014
SEM CULPA
Fui eu quem me perdi
no brilho dos teus olhos
na alvura dos teus
dentes emoldurados de sorrisos
Fui eu quem me perdi
na magia do teu abraço
fazendo-me prisioneiro
do meu próprio amor
Fui eu quem me perdi
na beleza de teus cabelos ao vento
que cegaram-me a
inteligência de homem lúcido
Fui eu quem me perdi
nas curvas do teu corpo
por entre ondas que me
arrebataram ao purgatório
Fui eu quem me perdi
nas tuas pernas de bailarina
e dancei as melodias
executadas na minh'alma
Fui eu quem me perdi
no teu encanto, no feitiço
encarnado e feito pelo
bruxo que sou a mim mesmo
Fui eu quem me perdi
no equilíbrio da razão
sendo culpa sua que
subjugou meu coração
Fui eu quem trouxe a
mim a inglória de um amor
Esvaindo-se a felicidade em crescente desilusão.
Marinho Oliveira
21/01/2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
FELICIDADE
Ouvi um pássaro que cantava
Melodiosa cantiga ao longe
Senti no ar que alastrava meu quarto
O aroma das noites selvagens
Despenquei da cama ao chuveiro
E me senti lavar no leito de um rio
Na cozinha o café a mesma posta
Apenas o essencial ao desjejum
Na face da mulher o que o prepara
O mais doce sorriso de criança
Num angelical doce beijo de alegria
Do terreiro olhando o céu vi o sol
Rasgando descortinando horizonte
No jardim as rosas vermelhas
Desabrocharam na madrugada
Talvez tivessem elas felizes
Na felicidade transmitida a mim
Marinho Oliveira
20/01/2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
CURTA VIDA
A vida é mesmo
uma grande festa e
só nos cabe decidir de que
forma vamos dela participar;
se entediados recostados em um
canto de olhos baixos a contemplá-la,
ou
se deliciando no grande
e único banquete nosso
de cada
dia.
Marinho Oliveira
14/01/2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
UM ADEUS
Engendro meus
pensamentos
Buscando
compreender-te
O porquê de tanto
silêncio
Se antes de mim
fizestes
O teu nobre e fiel
confessor
Foram poucas palavras
ditas
Naquela tarde ao se
despedir
A voz quase muda no
até mais
E um tímido vínculo no
rosto
De um sorriso que não
vingou
E lá se foi àquela
tarde
Outros dias e outras
tardes
Noites e silenciosas
madrugadas
E no disparar dos
continentes
Em outras paragens
você pousou
O tempo é ínfimo aos
mortais
Alucinados em se
realizar
Mas não sobrariam uns
minutos
Se importante fosse
outro alguém
Para com ele se
comunicar
Não me importa a
distância
Onde agora se encontra
O teu silêncio são
palavras
Que jamais pensei ouví-las
É um grito de
liberdade
Que não precisava exorar
Marinho Oliveira
13/01/2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
NADA SE PERDEU
Ah!
Como é doce ver-te sorrindo a bailar noutros braços sabendo que nos
meus fostes e proporcionastes momentos de eterna felicidade;
Como é doce ver-te a degustar dos lábios de outro alguém com igual gula
e fortuna que um dia degustastes dos meus em nossas bocas mudas de palavras;
Como é doce ver-te o corpo acolhido de outros ternos braços como um dia acolhidos dos meus e neles adormecestes passeando nas estrelas;
Como é doce ver-te deliciosa mesa farta de outro faminto, quando por
muitas e muitas vezes do meu banquete fostes a deliciosa e inesquecível
sobremesa.
Hoje compreendo com sabedoria o enunciado do inigualável Antoine
Lavoisier ao dizer: “...na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se
transforma...”
eis a grande e doce transformação das pessoas e dos
sentimentos. Nada se perdeu, apenas mudou
eis a grande e doce transformação das pessoas e dos
sentimentos. Nada se perdeu, apenas mudou
de estação!
Marinho Oliveria
11/01/2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
EU, BRINQUEDO
Brincando no brinquedo construído de
mim, afoguei em ondas que nas quais nunca mergulhei e fui arrebato em pedras que
nelas nunca colidi;
dancei e cantei tangos, valsas, boleros, todas as músicas
e todos os ritmos, mesmo sendo eu um surdo mudo de pés contidos e amordaçado;
tive em meus braços mulheres notáveis e mulheres vulgares, rainhas e princesas,
ninfas, damas e prostitutas, casadas e solteiras sem nunca um corpo de
mulher tocar;
cavalguei em rodeios e fui ovacionado por multidões, domei alazões e ferozes touros que nunca
vi e nunca neles montei;
fui um lenhador sem compaixão, destruidor de florestas
sem nunca uma só árvore cortar, e fui também um rico agricultor produtor e exportador de
grãos sem nunca uma semente semear;
fui astronauta e viajei pelos
continentes desse mundo, conhecendo cada canto desse nosso planeta e todas as
galáxias que compreendem o universo, sem nunca do quintal da minha cama e do meu quarto ausentar;
sem nunca em toda minha vida uma só espada empunhar, fui honroso gladiador e lutei contra feras e selvagens homens somente para
aplacar a febre de sangue dos reis, dos imperadores e dos plebeus que lotavam as arenas
para a sua sede saciar;
Enfim, fui e sou todos os meus pensamentos e lembranças
vividas ou não vividas e que fazem do meu "EU", na construção desse torto brinquedo humanoide que sou, abandonado e esquecido num canto de mundo que sou.
Marinho Oliveira
10/01/2014.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Amor Que Buscamos
Quem me dera encontrar um
amor
Desses que a vida inteira
buscamos
Não precisando ser assim tão
puro
Porém honesto simples e
verdadeiro
Um amor que me fizesse perder
o aspecto
Num delírio insano de loucura
e paixão
Revirando-me as entranhas a
estremecê-las
Fazendo-me implicar as noites com os dias
Quem me dera possuir o dom
desse amor
Para alguém que o procure
poder entregar
Mas se oferecê-lo nem eu
mesmo posso
Como posso noutro alguém esse amor
... encontrar
Marinho Oliveira
08/01/2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
NOBRE SAUDADE
Tamanha era a dor instalada em mim,
que
hoje acordei sentindo-me como sentem aqueles
que têm os dedos presos e espremidos
contra
os vãos de uma porta ao fecha-la. Sentia-me
como sentem aqueles que ao caminhar de
pés descalços contemplando a natureza,
são surpreendidos com as unhas dos
dedões dos pés sendo expulsas
depois de uma inesperada e
grotescatopada contra
uma pedra.Tamanha
era a dor que sentia,
que encontrei-me no
depois de uma inesperada e
grotescatopada contra
uma pedra.Tamanha
era a dor que sentia,
que encontrei-me no
pulmão daquelas pessoas
quando tomadas de uma intensa
crise asmática, e que o ar precisa ser
garimpado da natureza e minguadamente
inspirado paradepois percorrer as vias respiratórias.
Sentia-me como se o próprio coração do paciente, que
ao ser espremido e atacado quando de um terrível
enfarteagudo do miocárdio, e que mesmo a vida
estando a se sustentar por um invisível fio, não
se permiteabandoná-la. Tudo isso porque
depois de uma noite mal dormida acordei
com essa dor e angústia tão intensas,
crise asmática, e que o ar precisa ser
garimpado da natureza e minguadamente
inspirado paradepois percorrer as vias respiratórias.
Sentia-me como se o próprio coração do paciente, que
ao ser espremido e atacado quando de um terrível
enfarteagudo do miocárdio, e que mesmo a vida
estando a se sustentar por um invisível fio, não
se permiteabandoná-la. Tudo isso porque
depois de uma noite mal dormida acordei
com essa dor e angústia tão intensas,
que ao compreende-las em grau
de enfermidade e para a qual
ainda não se descobriu
acura, batizei-as de
minha saudade!
Ah! Saudade é
reviver todas todas as
nossas deliciosas lembranças
no paraíso da memória, até mesmo
quando o nosso corpo padece em febre
e a queimar na grande e cruel fornalha do
inferno. Mas sentir saudade significa que valeu
a pena
ter vivido cada segundo e estar vivo para
sentí-la. A saudade é um um sentimento tão nobre
que distingue os vivos dos mortos, até mesmo quando
esses disfarçadamente ainda se fingem vivos entre nós.
!Ah
Toda saudade sempre tem um nome singular
único
Marinho Oliveira
04/01/2014
A FEBRE
Todas as coisas são
claras e transparentes como as águas
cristalinas que
correm ao pé da montanha aos olhos
das pessoas lúcidas
e sãs; aquelas não
contaminadas e que
ainda não
estejam padecendo
do mal
da febre da paixão
As pessoas que
padecem desse terrível mal ficam cegas e surdas à
luz da razão, não
conseguindo enxergar um elefante boiando no
prato de sopa posto
sobre a mesa; pois o cérebro buscando
contemplar a
felicidade falseia e suprime os pontos,
as vírgulas, as
reticências e as interrogações
que completam o todo
e nos apresenta
um enunciado
incompleto
como sendo verdadeiro
como sendo verdadeiro
Marinho Oliveira
02/01/2014
UM PONTO
Devemos para ser feliz, fazermos
tudo àquilo que queremos e que
podemos enquanto ainda
queremos e podemos.
Pois haverá um momento na vida
de cada um de nós em que vamos
querer e não vamos poder
ou vamos poder e não
mais vamos querer.
Isso é fato!
Então, o passado vivido ou não vivido
é passado e já era; o grande
momento da vida de todos
nós é o momento
presente.
Esse, sim! Deve ser vivido ao máximo
em toda sua intensidade não
importando se de alegrias
ou tristezas, lágrimas
ou sorrisos.
O depois ou o amanhã?
Bem, isto é futuro e já teremos muita sorte
se ainda estivermos privilegiados com
a
vida para simplesmente
contemplá-lo.
Marinho Oliveira
04/01/2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
SONHO TRAVESSO
Nesta noite um furtivo
sonho levou-me para você
Pendurou-me em tua janela
como um bom ladrão
Agarrado aos teus cabelos
aquela altura a escalar
Na alavanca dos meus
braços para os seus buscar
E fui rápido como um gato bem ligeiro a escorregar
Nos fios longos de teu
cabelo o meu peso a suportar
Sem barulho e em silêncio
para ninguém incomodar
Vizinhos são atentos da
vida de todos querem cuidar
Em segundos do teu quarto
a janela eu me vi a saltar
Teu corpo era o doce convite
para minha febre mitigar
Mirando guloso a tua boca voei sem ao menos hesitar
Acordei caído da cama na
cabeça um galo vai cantar
Como é triste...
... como é doce sonhar
Marinho Oliveira
02/01/2014
03h27'
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
FEITIÇO
A tristeza e a dor
lentamente me consome
A miúdo lacerando o meu coração a fatiá-lo
Um açougueiro em seu esmero da paixão
Dependurado na minha alma sem permissão
Não bateu na porta me
pedindo para entrar
Facilmente invadindo
apoderando-se desse lar
Não importando se é madrugada noite ou dia
São vinte e quatro
horas de tormento e agonia
Possuído desse martírio
nessa grande aflição
A dor me consome o ego
e a alegria de viver
Como pude me deixar
ser tão infantil menino
A enfeitiçar-me pelo brilho doce do seu olhar
E navegando nesse
devasso mar de solidão
Perdido anseio
novamente por te encontrar
Nos teus olhos como um
homem quero olhar
Para quebrar esse
feitiço e dele me libertar
Marinho Oliveira
11/09/2012
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