Gosto da solidão de estar sozinho
Entre mil pessoas que não me veem
Gosto da solidão dos salões de festas
Onde palavras e risos são ecos ao vento
Gosto da noite
que silenciosamente
Rompe
desvirginando o glorioso dia
Gosto da
madrugada a se lavar do ato
Da escuridão à
claridade ao recomeço
Gosto das
estrelas penetrando as nuvens
Da lua
envergonhada a se esconder do sol
Gosto da menina
moça virando às esquinas
E homens
embriagados do seu doce perfume
Gosto dessa vida medonha que nos
inferniza
Dos sonhos de menino evaporados no
tempo
Gosto do fingir senil e da lucidez dos velhos
A abraçar por fim, o sagrado direito da paz
Marinho Oliveira
24/10/2012
24/10/2012