Se
eu fosse poeta iria numa epopéia narrar o mundo e seus mistérios. Falaria do
amor verdadeiro puro e sincero, essas coisas estranhas que os homens dizem sentir; dos encantos e feitiços atribuído às mulheres mas que elas adoram ouvir. Ah, gostaria
de descrever as crianças como sendo a esperança da raça! Também os animais e seus
encantos. sim! Esses eu os descreveria como a fonte de toda inspiração; cantaria aos ventos que sopram as árvores sem nada cobrar, apenas pelo prazer de dar
carinho e o calor aplacar. Gostaria de narrar em verso e prosa todos os
encantamentos do alto, do fabuloso piloto da lua que todos os dias de ponta a
ponta cruza o nosso céu e nunca cochilou deixando-a colidir num asteroide. As estrelas que cintilam aos nossos olhos como brasa nos fogões de lenha nas
cozinhas das agitadas fazendas; das nuvens infantis brincando na disputa
salutar em transformar-se em castelos, árvores, edifícios, bichos e dragões. O sol que queima o dia inteiro como uma fornalha infernal, mas que ao chegar a noite recolhe as suas chamas para no bailar das estrelas poder a lua enamorar. Mas, o
que mais me intriga nesse ornamento magistral é a terra girar a trezentos e
sessenta graus e as águas do mar não derramarem sobre as nossas cabeças. Como isso
é mesmo possível? É mesmo muito estranho isso. Ah, se eu fosse um poeta, a
resposta, aposto que saberia!
Marinho Oliveria
24/10/2012
24/10/2012