A tristeza e a dor
lentamente me consome
A miúdo lacerando o meu coração a fatiá-lo
Um açougueiro em seu esmero da paixão
Dependurado na minha alma sem permissão
Não bateu na porta me
pedindo para entrar
Facilmente invadindo
apoderando-se desse lar
Não importando se é madrugada noite ou dia
São vinte e quatro
horas de tormento e agonia
Possuído desse martírio
nessa grande aflição
A dor me consome o ego
e a alegria de viver
Como pude me deixar
ser tão infantil menino
A enfeitiçar-me pelo brilho doce do seu olhar
E navegando nesse
devasso mar de solidão
Perdido anseio
novamente por te encontrar
Nos teus olhos como um
homem quero olhar
Para quebrar esse
feitiço e dele me libertar
Marinho Oliveira
11/09/2012