quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

FEITIÇO



A tristeza e a dor lentamente  me consome
A miúdo lacerando o meu coração a fatiá-lo 
Um açougueiro em seu esmero da paixão
Dependurado na minha alma sem permissão

Não bateu na porta me pedindo  para entrar
Facilmente invadindo apoderando-se desse lar
Não importando se é madrugada noite ou dia
São vinte e quatro horas de tormento e agonia

Possuído desse martírio nessa grande aflição
A dor me consome o ego e a alegria de viver
Como pude me deixar ser tão infantil menino
A enfeitiçar-me pelo brilho doce do seu olhar

E navegando nesse devasso mar de solidão
Perdido anseio novamente  por te encontrar
Nos teus olhos como um homem quero olhar
Para quebrar esse feitiço e dele me libertar


Marinho Oliveira
11/09/2012