Ah!
Como é doce ver-te sorrindo a bailar noutros braços sabendo que nos
meus fostes e proporcionastes momentos de eterna felicidade;
Como é doce ver-te a degustar dos lábios de outro alguém com igual gula
e fortuna que um dia degustastes dos meus em nossas bocas mudas de palavras;
Como é doce ver-te o corpo acolhido de outros ternos braços como um dia acolhidos dos meus e neles adormecestes passeando nas estrelas;
Como é doce ver-te deliciosa mesa farta de outro faminto, quando por
muitas e muitas vezes do meu banquete fostes a deliciosa e inesquecível
sobremesa.
Hoje compreendo com sabedoria o enunciado do inigualável Antoine
Lavoisier ao dizer: “...na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se
transforma...”
eis a grande e doce transformação das pessoas e dos
sentimentos. Nada se perdeu, apenas mudou
eis a grande e doce transformação das pessoas e dos
sentimentos. Nada se perdeu, apenas mudou
de estação!
Marinho Oliveria
11/01/2014