sábado, 11 de janeiro de 2014

NADA SE PERDEU

Ah!
Como é doce ver-te sorrindo a bailar noutros braços sabendo que nos meus fostes e  proporcionastes momentos de eterna felicidade;

Como é doce ver-te a degustar dos lábios de outro alguém com igual gula e fortuna que um dia degustastes dos meus em nossas bocas mudas de palavras;

Como é doce ver-te o corpo acolhido de outros ternos braços como um dia acolhidos dos meus e neles adormecestes passeando nas estrelas;

Como é doce ver-te deliciosa mesa farta de outro faminto, quando por muitas e muitas vezes do meu banquete fostes a deliciosa e inesquecível sobremesa.

Hoje compreendo com sabedoria o enunciado do inigualável Antoine Lavoisier ao dizer: “...na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...”
 eis  a grande e doce transformação das pessoas e dos
 sentimentos. Nada se perdeu, apenas mudou 
de estação!

Marinho Oliveria

11/01/2014