sábado, 4 de janeiro de 2014

NOBRE SAUDADE

Tamanha   era   a   dor   instalada   em  mim,  que
hoje  acordei  sentindo-me como sentem aqueles
que têm os dedos presos e  espremidos   contra
os vãos de uma porta ao fecha-la. Sentia-me
como  sentem  aqueles que ao caminhar de
pés descalços contemplando a natureza,
são surpreendidos com as unhas dos
 dedões dos pés sendo expulsas 
depois de uma inesperada e
 grotescatopada contra 
uma pedra.Tamanha 
era a dor que sentia, 
que encontrei-me no
  pulmão daquelas pessoas 
quando tomadas de uma intensa
 crise asmática, e que o ar precisa ser
 garimpado da natureza e minguadamente
 inspirado paradepois percorrer as vias respiratórias.
 Sentia-me como se o próprio coração do paciente, que
 ao ser espremido atacado quando de um terrível 
enfarteagudo do miocárdio, e que mesmo a vida 
estando a se sustentar por um invisível fio, não 
se   permiteabandoná-la.  Tudo  isso  porque 
depois de uma noite mal dormida acordei
 com essa  dor e angústia  tão intensas,
 que  ao  compreende-las  em  grau
de  enfermidade  e para  a qual
 ainda  não  se  descobriu
 acura,  batizei-as  de
minha   saudade!
Ah! Saudade é
reviver todas todas as
nossas deliciosas lembranças 
no paraíso da memória, até mesmo
 quando o nosso corpo padece  em febre 
e a queimar na  grande e cruel  fornalha do 
inferno. Mas sentir saudade significa que valeu 
 a pena ter vivido cada segundo e estar vivo   para
  sentí-la. A saudade  é um um sentimento tão  nobre
que distingue os vivos dos mortos, até mesmo quando
 esses disfarçadamente ainda se fingem vivos entre nós.


 !Ah 
 Toda saudade sempre tem um nome singular
único

Marinho Oliveira
04/01/2014