segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

UM ADEUS



Engendro meus pensamentos
Buscando compreender-te
O porquê de tanto silêncio
Se antes de mim fizestes
O teu nobre e fiel confessor
Foram poucas palavras ditas
Naquela tarde ao se despedir
A voz quase muda no até mais
E um tímido vínculo no rosto
De um sorriso que não vingou
E lá se foi àquela tarde
Outros dias e outras tardes
Noites e silenciosas madrugadas
E no disparar dos continentes
Em outras paragens você pousou
O tempo é ínfimo aos mortais
Alucinados em se realizar
Mas não sobrariam uns minutos
Se importante fosse outro alguém
Para com ele se comunicar
Não me importa a distância
Onde agora se encontra
O teu silêncio são palavras
Que jamais pensei ouví-las
É um grito de liberdade
Que não precisava exorar

Marinho Oliveira

13/01/2014