Mesmo que o amor o
torture, sorria
Não compartilhe
tristeza a ninguém
As chagas da paixão
são indivisíveis
Mesmo que profundas cicatrizarão
São para alma que choram os olhos
Embargada de voz a seca garganta
No ardor febril d'um corpo a ausência
Que outra presença
não suplantará
E tudo findará ao
passar pelo tempo
Da cruz fendia ao peito se libertará
Aquela saudade doida será lembrança
Da gota de lágrima
na face a queimar
E nesse momento será plena a vida
Apagar-se-á saudades e lembranças
Não haverá tristezas nem lágrimas
Nem sonhos no sono que dormirás
....
Pois partirás cozinho como viestes
Apagar-se-á saudades e lembranças
Não haverá tristezas nem lágrimas
Nem sonhos no sono que dormirás
....
Pois partirás cozinho como viestes
15/12/2013
Marinho Oliveira