sábado, 3 de janeiro de 2015

COISAS QUE INCOMODAM MAS OS HOMENS NÃO FALAM



Senhoras,

A maioria dos homens são seres muito educados. Não parecem, mas são! Poucos são os homens que assim como eu, bateu levou, não gostou falou. Os homens são seres genuínos, autênticos na essência física; podemos até ter alguma falha de caráter, mas isso não é coisa só do homem - a falha de caráter também pertence ao universo das mulheres. Porém, quanto a aquilo que somos na aparência não há dubiedade, somos o que somos e pronto. Uma mulher quando, ao conhecer um homem, ao olhar e conversar com ele, ao tocar as suas mãos ela consegue medir e avaliar, aproximadamente, o produto que está diante de se - tanto em cultura quanto em atributos físicos. Isso, porque, o homem ao se preparar para sair vai lá e toma uma chuveirada rápida, usa o mesmo sabonete para lavar desde a sola dos pés aos fios de cabelos - para aqueles que os têm; não se complica e veste uma roupa normal, esborrifa um pouco de um perfume qualquer que estiver dando sopa em um canto da casa e pronto. Lá vai ele para a batalha do dia! Já a mulher não, primeiro aquela ducha demorada como se chuveiro emagrecesse, depois aquele tempo enorme gasto diante de um espelho para construir de maquiagem um novo rosto sobre o seu; para vestir escolhe uma calcinha com enchimento aparentando ter um bumbum grande, um sutiã com armação para deixar os seios olhando para as estrelas, e, por fim, para impressionar o mundo, as outras mulheres e não os homens, escolhe uma roupa de princesa ou rainha. Mas se esquecem que ao sair para caçar, se fisgar alguém, a roupa terá de descobrir o corpo e deixá-lo a mostra como as palmas das mãos, que ao tirar o sutiã os seis que antes contemplavam as estrelas, atraídos pela lei da gravidade e irão quase beijar o umbigo, e o bumbum grande e arrebitado vai ficar parecendo uma tábua de passar roupa quando tirar a super e poderosa calcinha. Outra coisa muito estranha é o que acontece com os cabelos de uma mulher quando ela pensa em mudança. Para mudar, ser ou ficar diferente, a maioria das mulheres cortam os cabelos, os colorem ou descolorem para ganhar uma outra cor que não seja a sua cor verdadeira, isso para ajuda-las no disfarce; como se os coitados cabelos fossem os culpados dos seus problemas mal resolvidos. Mulheres, seus cabelos não têm culpa de nada, nem mesmo de terem crescido em uma cabeça confusa - mas são eles quem pagam o pato! A loira quer ser morena, a morena quer ser ruiva, a ruiva quer ser qualquer outra coisa que não seja ela e assim por diante. Daí, partem para a ação e cortam ou pintam sofridos cabelos que, normalmente, já passaram antes por várias transformações químicas através das chamadas "chapinhas", das escovas, dos enrolam, torcem, esticam, alisam e os cambaus; mas o pior disso tudo é que a maioria das mulheres ao fazerem isso, pintam somente os cabelos da cabeça se esquecendo que em outras áreas do corpo também tem cabelos, pelos que deveriam receber o mesmo cuidado que receberam as madeixas, como por exemplo as sobrancelhas, os pelos dos braços e pernas que não foram objetos da depilação por questão de gosto ou economia, pelos pubianos, sovaco não vou nem falar – devem ser depilados a laser para não nascerem nunca mais - é horrível uma mulher ao levantar os braços fazer surgir aos olhos de outros a sua criação particular de taturanas. Tudo isso tem de ser pintado porque é o conjunto que será visto, é o todo! E é muito estranho sair com uma mulher de várias tonalidades e outros falsos atributos de gostosura. Não briguem comigo ainda, leiam até o final para só assim fazerem o julgamento, pois tenho os meus motivos para me indignar. Sei que aos olhos de muitas mulheres as minhas palavras vão ganhar o tom de uma grosseria descabida e imperdoável, mas juro que não se trata de uma grosseria e explico o porquê: estando eu em um determinado local, eis que encontro a mulher ideal, perfeita sob luz do ambiente; fala doce e meiga, sorriso perfeito e quase surdo, possuidora de um corpo com atributos desejáveis para quem aprecia a espécie. A conversa agradável desenvolvia entre nós enquanto as horas iam passando, e quando percebemos já estávamos a caminho de um motel. Até aí tudo normal para dois adultos que estavam afim de mesmo exercício e propósito. Chegamos ao destino traçado, nos identificamos na portaria, fomos para o local indicado, entramos, e, entre beijos e carícias começamos a nos despir. Foi então que, ao invés da fome aumentar, como se previa e eu esperava que acontecesse, ela começou a diminuir porque nada era verdadeiro. Me senti no motel como se tivesse sido conquistado por uma boneca inflável, mal acabada ou construída em fundo de quintal, um rascunho de mulher. Nesse momento pensei: deveríamos ter direito a reclamação no PROCON por propaganda enganosa! Mas, era madrugada e como estávamos alí, apenas diminui a intensidade da luz para não aumentar a decepção e a perda total do apetite, e, para não fazer feio, mesmo com o apetite muito diminuído jantamos um do outro - os dois. Mas não teve BIS! Estou pensando  que da próxima vez, antes de sair, vou ser um pouco indiscreto e fazer algumas perguntas do tipo: tudo isso é seu ou tem enchimento? 
                                                                           Marinho Oliveira.