domingo, 3 de janeiro de 2016

A NAVE





... era uma vez, uma nave muito especial que navega pelo cosmos a bilhões e bilhões de anos, dia e noite noite e dia, sem nunca parar na viagem para reabastecer e nem mesmo para a realização de pequenos reparos, pois ela parecia inquebrável. A sua tripulação era composta de seres muito estranhos e de caráter não muito confiável, não devendo estes serem avaliados por sua enganadora aparência. Entre os navegantes haviam seres fisicamente lindíssimos, outros mais ou menos lindos, outros eram apenas bonitos, outros tantos mais ou menos bonitos, uma grade parte eram feios, e outro tanto podiam ser chamados de horríveis! Mas a nave continuava ininterruptamente o seu destino, a sua jornada, levando-os sem hesitação bordo. Eram os dias substituindo as noites e as noites substituindo os dias, e essa alternância causava um efeito muito desagradável em sua tripulação, pois com o passar dos dias e das noites transformava os seres que eram lindíssimos em apenas seres mais ou menos lindos, os que eram mais ou menos lindos em seres bonitos, os que eram bonitos em seres mais ou menos bonitos, os que eram mais ou menos bonitos em seres feios, os que eram feios transformavam-se em horríveis, e os anteriormente horríveis ficavam vencidos retornando à integridade física da nave. Mas, para que a nove pudesse continuar a sua jornada nasciam muitos outros seres lindíssimos, por que é dessa energia que ela se alimenta, até que um dia irá se desintegrar, levando consigo todos os seus navegantes.
03 de janeiro de 2016
Marinho Oliveria