Estende-se o grande tapete na aurora da vida
A Velha Nefasta lança ao tabuleiro as suas peças
Que se alvoroçam em cavar o próprio destino
Umas são calmas quase sonolentas ou mórbidas
Outras são velozes vorazes e famintas de glória
Há também aquelas que se escondem ou desistem
Pois o jogo lhes parece injusto na sua disposição
Ah! A Velha Nefasta ri sacia-se da desgraça humana
O Caos é o alimento que a entorpece e embriaga
Ela enfastiada recolhe-se a preparar um novo embate
Encontra o homem nu sem forças de prosseguir em luta
...
...
Cede-se enfim!
Entrega-lhe a alma para repousar em paz
Vencido de uma luta injusta e sem propósito de glória
Entrega-lhe a alma para repousar em paz
Vencido de uma luta injusta e sem propósito de glória
Marinho Oliveira
12/10/2012
12/10/2012