As cores vão se esmaecendo
O sol da manhã já não brilha
E o azul do céu de brigadeiro
Empalidece e perde a pompa
Com o breve passar do tempo
As flores já não exalam olores
Suas pétalas perdem o colorido
Afugentam-se os beija-flores
Pois o néctar já não os convidam
Para a visita que os embriagam
Com o breve passar do tempo
Silenciam-se as gargalhadas da vida
Já não há luz no fio que a conduz
Da claridade que vai se nevoando
A mergulhar em profunda escuridão
Com o breve passar do tempo
Deixam de ser sonhados os sonhos
A porta bate à realidade mesquinha
A nos entregar aquilo que criamos
Com o breve passar do tempo
O escurecer da noite torna-se tormenta
Aliando-se à morte que nos espreita
De debaixo de nossas camas
Ou até mesmo de dentro de nós
Marinho Oliveira
29/07/2014