Para todas as manhãs o fim está no escurecer
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Na algazarra dos pássaros clareia-se o dia
O relógio convida-nos para a realidade da vida
Enquanto desperto de uma cama quase deserta
A calar do relógio a campainha o seu tormento
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Na algazarra dos pássaros clareia-se o dia
O relógio convida-nos para a realidade da vida
Enquanto desperto de uma cama quase deserta
A calar do relógio a campainha o seu tormento
Sento-me à beira da cama a calçar das sandálias
Levanto-me a atender as iniciais necessidades
No espelho ao barbear fito um olhar perdido
Na confusão que se cria de se perguntar a mim
Aonde estará a dona das flores e das estrelas
Na confusão que se cria de se perguntar a mim
Aonde estará a dona das flores e das estrelas
Estranha pergunta de se fazer eu a mim mesmo
Sei onde andas, a cama e companhia da noite
Mas finjo à realidade nessa loucura das aparências
Mas finjo à realidade nessa loucura das aparências
Reprovo-me a chamar-me de tolo acriançado
Vou para lida como a rés caminha ao abatedouro
No fim do dia regresso à minha cama senhora
Durmo meu sono sem sonhos de expectativas
E na manhã seguinte tudo se reproduz
Marinho oliveira
20/06/2015