sábado, 12 de janeiro de 2013

DEUSES DE QUEM




Ando rabiscando versos
Cheios de dúvidas e pecados
Incertos os caminhos idos
Tantos caminhos percorridos
E vindos de mim sem direção
E nessa imensa incerteza
Transpassa os meus olhos
A beleza da mulher madura
Vestida de sonhos e frustrações
Realidades vividas e contidas
Do julgo sofrido do amante
Que a fez devassa santa mulher
Nessa maldade do homem
Roubada do mundo de dores
Fatiando o ventre da serpente
No veneno latente das estrelas
A morrer de sede no oásis
Pobre homem e mulher
Que te tanto sonhar
Já não vive nem come
Não dormem a se escravizar
Para o banquete da morte
E essa culpa não é minha
Não queira apossar se dela
Não é sua nem de ninguém
Essa culpa é dos deuses
Profanos e santos soberanos
Donos da luz e das trevas
São cruéis e nos faz cegos ao dia
Míopes à noite para seus deleites
Nas tropeçadas das cabeças
No banco do frio mármore 
Onde dormem os anjos

Marinho Oliveira