Quanta preguiça em despir do dia
De quando a vida ainda muito valia
O momento mais terno e doce seria
Vê-la transpor os umbrais da porta
Formiguinha tão magrinha a menina
Para seu vestido bastava uma linha
Hoje refeita exuberou em beleza
Que as curvas arregalam-me os olhos
Ai! Como é doce voltar no tempo
Só para beber uma gota do passado
E mergulhar nos velhos sonhos
Mesmo de pé enquanto acordado
Só para beber uma gota do passado
E mergulhar nos velhos sonhos
Mesmo de pé enquanto acordado
Marinho Oliveira