segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DOCE PREGUIÇA




Quanta preguiça em despir do dia
De quando a vida ainda muito valia
O momento mais terno e doce seria
Vê-la transpor os umbrais da porta

Formiguinha tão magrinha a menina
Para seu vestido bastava uma linha
Hoje refeita exuberou em beleza
Que as curvas arregalam-me os olhos

Ai! Como é doce voltar no tempo 
Só para beber uma gota do passado
E mergulhar nos velhos sonhos
Mesmo de pé enquanto acordado

Marinho Oliveira