Eu...
Não quero a volúpia da felicidade
Proclamada aos quatro ventos
Não quero o amor encarnado
Não quero a gulosa boca que mastiga
Sem degustar do comer de mim
Não quero dos lábios o vermelho riso
Que gargalham sem exprimir
Não quero mãos que me afaguem
Sem olhos nos dedos a tatear-me
Não quero seios inflados a vaidade
De êxtase e murchos de sentimentos
Não quero pernas que se abrem docemente
Em ato continuo a mais de um
Não quero beijo por beijo
Carícias por carícias e pele por pele
Não quero sexo por sexo e nada amais
Nem sei se é justo o querer que quero
Se esta parca vida não pertence a mim
Mas eu ...
Marinho Oliveira