Não sou escritor nem poeta
Sou apenas um Mané Barnabé
Ou quem sabe um reles Pateta
Não escrevo poesia em verso
Estrofe cantada e silabada
Tão pouco escrita em prosa
Não uso rimas nem métricas
Desconsidero a sonoridade
Garimpando do trivial o vulgar
Palavras soltas e desconexas
E o vernáculo permanece
Estendido esticado a vertical
Na poeira da estante estirado
Sem uso matinal diurno noturno
Apenas compondo volumes
Para salivar os intelectuais
Marinho Oliveira