sábado, 5 de janeiro de 2013

FALSO POETA




Não sou escritor nem poeta
Sou apenas um Mané Barnabé
Ou quem sabe um reles Pateta

Não escrevo poesia em verso
Estrofe cantada e silabada
Tão pouco escrita em prosa

Não uso rimas nem métricas
Desconsidero a sonoridade
Garimpando do trivial o vulgar
Palavras soltas e desconexas

E o vernáculo permanece
Estendido esticado a vertical
Na poeira da estante estirado
Sem uso matinal diurno noturno

Apenas compondo volumes
Para salivar os intelectuais


Marinho Oliveira