De tão alegre canta o povo
Pela desgraça do ontem vivido
Por tantos sonhos interrompidos
Perdidos na barriga da ganância
Da ignorância dos cânticos falados
Nos versos mal cantados e desentoados
Da vida se escorregando entre os dedos
No veneno da língua da boca exalado
Canta a desgraça que e o alento já vem
Canta! Sonha com a liberdade ganha eternidade
Nos cânticos falados dos versos mal cantados
Da vida não vivida e na morte encerrada
Canta, povo maldito! Canta, sua Besta!
Que de tanto cantar a sua inglória
Afogar-se-á e morrerá na vitória
Sem dela gozar, sem dela viver!
Canta! Se o que sabes fazer, é cantar.
31/10/2010
Marino Oliveira