Oh, demônio néctar
Gostoso e tentador
Que seduz a vida
Embriaga a alma
Queima entranhas
Aguça os sentidos
Fervilha o sangue
Arrepia os cabelos
Colore as manhãs
Ilumina escuro céu
Prateia lua branda
E faz poeta o Bruto
Oh, doce demônio
Do qual sou escravo
Que nunca esvazie
Cálice que me tenta
Trasborde de mel
Derrame em mim
Faça-me um ébrio
Bebendo da vida
Venturas de amor
Oh, afável demônio
Abraça-me o peito
Toma minh’alma
Leva-me o coração
E o entregue à Déia
A Senhora de mim.
Oh, Demônio
Néctar doce afável
Faça isso pelos deuses
Faça isso pelos pecados
Ou faça isso por mim.
Faça isso pelos pecados
Ou faça isso por mim.
Oh, doce demônio ...
04/01/2010
Marinho Oliveira