Há dias em que o tempo dura muito
Vem o sol aflitivo da manhã à tarde
Por fim a noite mas tudo permanece
Parece um inferno que não tem fim
As nuvens agitadas percorrem o céu
As estrelas brincam em se esconder
A lua fingida finge que não é com ela
Repousa esmaecida cinzenta na colcha
Na terra urram os ventos desvairados
Retorcendo galhos derrubando folhas
Formigas cortando as que não caíram
E os cães ferozmente ladrando para nada
Há uma orquestra entre céu e o inferno
Todos os malditos resolveram se mostrar
Deixaram o oratório os deuses e anjos
Os demônios as catacumbas pestilências
Para juntos atoleimar aos homem
É mesmo um dia dos diabos
Como se pode ver.
De todos os Diabos
De todos os Deuses
De todos os Diabos
De todos os Deuses
19/06/2010
Marinho Oliveira