terça-feira, 12 de outubro de 2010

DIA DOS DIABOS



Há dias em que o tempo dura muito
Vem o sol aflitivo da manhã à tarde
Por fim a noite mas tudo permanece
Parece  um  inferno que não tem fim
As nuvens agitadas  percorrem o céu
As  estrelas  brincam  em  se esconder
A lua fingida finge que não  é com ela
Repousa esmaecida  cinzenta na colcha
Na  terra urram  os ventos  desvairados
Retorcendo  galhos  derrubando  folhas
Formigas  cortando  as  que não caíram
E os cães ferozmente ladrando para nada
Há  uma  orquestra entre céu e o  inferno
Todos os malditos resolveram se mostrar
Deixaram  o  oratório  os deuses  e anjos
Os demônios as catacumbas pestilências
Para  juntos  atoleimar  aos  homem
É mesmo um dia dos diabos
Como se pode ver.
De todos os Diabos
De todos os Deuses

19/06/2010
Marinho Oliveira