Por que fazeis vós
Dos teus olhos fontes d’águas
Jorrando ao teu peito bravias cachoeiras
Torrente de lagrimas debruçadas de tua face
Fazendo vermelhos os teus negros lindos olhos
Não deveis vós chorar por um amor desgarrado
Voltam se arrependidas as ovelhas rebeldes
As lágrimas choradas jamais retornarão
E para sempre no tempo se perderá
Como o amor que um dia se foi
Rasgai vós de orelha a orelha essa tua boca vermelha
Gargalhai às lágrimas cada gota em vão derramada
Ficai na ponta dos pés a girolar rodopiando ao vento
Pisoteando a insanidade desse teu tristonho lamento
Padecido sofrido e vivido de amor em um só coração
Que a primavera irá florir novos lírios nos campos
21/10/2010
Marinho Oliveira