Ah, meus amigos
Que os deuses os livre e guarde
De um amor não correspondido
Amor de mão única
É como punhal que feri dilacera
É ferida que não cicatriza
Porque é rasgada na alma
É um prego na planta dos pés
dentro de um sapato apertado
Mas como é bom amar
Somente aquele que ama
Ao final do seu tempo poderá dizer
Que valeu a pena passar pela vida
Que a vida não foi um marasmo
Que viveu no amor
As convulsões revoltosas
Nos remansos das ondas
Dos sentimentos de um mar bravio
Mesmo que tenham amado sozinhos
Amem! Vivam!
Se preciso for chore por ter amado
Sofrido, sido esquecido e abandonado
Mas não chore pela secura da vida
Mergulhado no deserto que criaste
Marinho Oliveira
19/12/2013