quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

INFERNO DE AMOR





Ah, meus amigos

Que os deuses os livre e guarde

De um amor não correspondido

Amor de mão única

É como punhal que feri dilacera

É ferida que não cicatriza

Porque é rasgada na alma

É um prego na planta dos pés

dentro de um sapato apertado

Mas como é bom amar

Somente aquele que ama

Ao final do seu tempo poderá dizer

Que valeu a pena passar pela vida

Que a vida não foi um marasmo

Que viveu no amor

As convulsões revoltosas

Nos remansos das ondas

Dos sentimentos de um mar bravio

Mesmo que tenham amado sozinhos


Amem! Vivam!

Se preciso for chore por ter amado

Sofrido, sido esquecido e abandonado

Mas não chore pela secura da vida

Mergulhado no deserto que criaste




Marinho Oliveira
19/12/2013